OWASP
A régua de segurança de aplicação que o seu cliente e o seu pentester reconhecem
O Top 10 é a porta de entrada, e o ASVS, o padrão de verificação de segurança de aplicação, é o que transforma o pedido genérico de fazer um teste em requisito verificável, com veredito por item. Quem contrata teste sem citar essa régua no contrato recebe relatórios que não se comparam entre fornecedores, e fica sem saber qual dos dois testou mais.
O OWASP, Open Worldwide Application Security Project, é uma fundação sem fins lucrativos, e todo o material dela é aberto e gratuito. A DM11 usa esse material como base metodológica dos testes de aplicação, escreve com você o requisito de segurança que vai para o contrato com o fornecedor de software, e mede o processo de desenvolvimento contra o SAMM. Quando o destino for uma certificação, a evidência produzida aqui entra inteira nesse projeto, e a página da norma escolhida explica o resto do caminho.
Quem conduz os testes
CEH, Certified Ethical Hacker pelo EC-Council
CPTE, Certified Penetration Testing Expert pela AcadiTI
SYCP e SYES, pentest e evasão pela Solyd
17 anos de governança, riscos e conformidades
O QUE É
Uma fundação, várias listas, e uma linguagem comum entre quem constrói e quem testa
O OWASP publica as referências de segurança de aplicação mais usadas do mundo, todas gratuitas. A mais conhecida é o Top 10 de aplicação web, hoje na edição 2025, a primeira revisão desde 2021. Ao lado dele estão o ASVS, que é a lista de requisitos verificáveis, o Top 10 de segurança de API, a interface pela qual seus sistemas conversam entre si, o MAS, de segurança de aplicação móvel, o Top 10 para aplicações com modelo de linguagem e o SAMM, que mede a maturidade do processo de desenvolvimento. O Top 10 é por onde quase todo mundo entra, e sozinho ele não responde se uma aplicação passou.
O que a edição 2025 do Top 10 mudou
A quebra de controle de acesso continua em primeiro lugar, como em 2021. A configuração incorreta de segurança subiu do quinto para o segundo. Duas categorias são novas: falhas na cadeia de suprimento de software, que amplia o que em 2021 tratava só de componente vulnerável e desatualizado, e tratamento inadequado de condições excepcionais, que cobre erro mal tratado e falha que abre em vez de fechar. A edição analisou 589 CWEs, as categorias públicas de fraqueza de software, sobre dados de mais de 2,8 milhões de aplicações e com treze organizações contribuintes: oito categorias saíram do dado e duas da pesquisa com a comunidade.
O ASVS transforma pedido em requisito verificável
O Application Security Verification Standard chegou à versão 5.0 em maio de 2025, com cerca de 350 requisitos em 17 capítulos e três níveis de verificação, do L1 ao L3. A diferença prática está na forma: cada requisito precisa terminar em passa ou não passa, e por isso ele cabe dentro de um contrato, de um critério de aceite e de um relatório de teste. É o documento que responde a pergunta que o Top 10 deixa em aberto, que é o que exatamente sua aplicação precisa atender para alguém dizer que ela está verificada.
Como o resultado de um trabalho com OWASP se apresenta
Vale alinhar a expectativa cedo, porque isso muda o planejamento. O que o trabalho produz é um relatório de verificação com escopo declarado, nível de ASVS pretendido, veredito requisito a requisito e evidência anexada, incluindo os requisitos que não se aplicam ao seu caso e o porquê. A própria fundação é explícita quanto a esse ponto no texto do ASVS: ela não certifica fornecedor, verificador nem software, e recomenda cautela com selo de terceiro que se apresente como certificação OWASP oficial. Quando o seu cliente precisa de um documento emitido por organismo acreditado, quem responde é a ISO 27001 ou o SOC 2, e o teste feito aqui entra como evidência técnica nesse projeto.
Cada superfície tem a sua lista
O Top 10 de API, na edição 2023, trata do que a lista web não alcança, como autorização em nível de objeto e de propriedade, consumo irrestrito de recurso e inventário de endpoint. O MAS, Mobile Application Security, cobre aplicação móvel com dois documentos que trabalham juntos: o MASVS na versão 2.1.0, com oito domínios que vão de armazenamento e criptografia a privacidade e resistência a engenharia reversa, e o MASTG na versão 2.0.0, com os testes correspondentes a cada domínio. O Top 10 para aplicações com modelo de linguagem, edição 2025, é hoje a referência de segurança em IA generativa, com injeção de prompt em primeiro lugar. E o SAMM, Software Assurance Maturity Model, na versão 2, mede o processo em cinco funções de negócio e quinze práticas, com três níveis de maturidade em cada uma.
Sem o programa
- A falha aparece em produção, e o conserto custa muito mais do que custaria no código
- O pentest anual encontra sempre as mesmas categorias, ano após ano
- O time de desenvolvimento recebe uma lista de vulnerabilidades sem saber por onde começar
- Ninguém consegue dizer se a aplicação está mais segura que no trimestre passado
Com o programa
- A verificação entra no ciclo de desenvolvimento, onde o conserto ainda é barato
- As categorias recorrentes viram treinamento e padrão de código, e param de voltar
- Cada achado chega com severidade, caminho de correção e prazo
- Nível de verificação declarado, então dá para dizer o que foi conferido e o que não foi
QUEM COSTUMA PRECISAR
Três situações em que a régua resolve mais do que o teste sozinho
Em nenhuma delas alguém está exigindo um certificado. O que está em jogo é conseguir comparar fornecedores, responder a um cliente com método, ou testar uma superfície que o teste tradicional não alcança.
O contrato com a fábrica de software não diz nada sobre segurança
A empresa terceiriza o desenvolvimento, o contrato fala de prazo, escopo funcional e garantia, e a palavra segurança aparece uma vez, num parágrafo genérico. Sem requisito escrito, cobrar correção depois vira negociação comercial em vez de execução de contrato. O ASVS resolve isso porque cada requisito tem veredito, e um anexo de nível declarado é exigível.
O cliente mandou um questionário de segurança e o prazo é curto
Quem vende software recebe due diligence com pergunta direta sobre o Top 10, sobre teste de aplicação e sobre correção de achados. Responder de memória custa credibilidade no primeiro pedido de evidência. Um relatório de verificação com escopo e nível declarados responde a maior parte do questionário, e responde da mesma forma para o próximo cliente que perguntar.
Entrou IA generativa no produto e o teste de aplicação não alcança
A empresa colocou um assistente com modelo de linguagem para conversar com cliente ou com base interna, e o teste tradicional continua olhando a aplicação ao redor dele. Injeção de prompt, vazamento do prompt de sistema e agência excessiva de ferramenta ficam fora desse escopo, e são exatamente os itens que o Top 10 para aplicações com modelo de linguagem organiza.
HISTÓRIAS
Três situações que já resolvemos
Trocamos os nomes dos clientes com o mesmo sigilo que vai proteger a sua empresa depois. Os nomes mudam, o padrão dos problemas se repete. Quando o cliente autoriza, mostramos referências com nome numa conversa.
Software como serviço
A aplicação era testada todo ano e a API nunca tinha entrado no escopo
- Situação
Havia teste anual de aplicação web, com relatório limpo, e o time confiava nele. O aplicativo móvel conversava com uma API que nunca constou de escopo nenhum, porque o pedido histórico dizia apenas teste do site. O produto tinha crescido pelo celular, e a maior parte do tráfego já passava por ali.
- O que fizemos
Refizemos o escopo a partir do inventário de aplicações, deixando de lado o texto do pedido histórico, e incluímos a API e o aplicativo. Testamos a API contra o Top 10 de API e verificamos os requisitos de autorização do ASVS, com credenciais de dois clientes distintos, que é o que revela problema de autorização em nível de objeto.
- Resultado
Trocar o identificador de um recurso devolvia dado de outro cliente, sem qualquer verificação de posse. A correção foi barata porque a autorização já existia na camada web e faltava na API. A mudança que ficou foi de processo: o escopo passou a sair do inventário de aplicações, revisado a cada trimestre.
Varejo e comércio eletrônico
O fornecedor entregava e a segurança virava negociação
- Situação
O desenvolvimento era todo terceirizado e o contrato não trazia requisito de segurança. Cada achado de teste abria uma discussão sobre quem pagava a correção, e o time interno perdia mais tempo negociando do que corrigindo. Nenhuma entrega tinha critério de aceite ligado a segurança.
- O que fizemos
Escolhemos o nível 2 do ASVS como alvo, selecionamos os requisitos aplicáveis ao tipo de aplicação e escrevemos um anexo contratual com eles, incluindo a exigência de evidência por requisito. Definimos com o jurídico o que acontece quando um requisito reprova, e com o time técnico o que entra em reteste.
- Resultado
A discussão sobre quem paga acabou, porque o requisito passou a ser parte do que foi contratado. O efeito colateral foi maior que o esperado: o fornecedor começou a entregar corrigido antes da homologação, já que reprovar passou a custar retrabalho dele.
Seguros
O assistente de atendimento respondia mais do que devia
- Situação
Um assistente com modelo de linguagem atendia segurados e tinha acesso a uma base interna de documentos, além de permissão para consultar sistemas por meio de ferramentas. A avaliação de segurança anterior tinha olhado o servidor e a autenticação, e não o comportamento do modelo.
- O que fizemos
Testamos contra o Top 10 para aplicações com modelo de linguagem, começando por injeção de prompt direta e por injeção indireta, que chega escondida dentro de documento que o próprio sistema lê. Revisamos as permissões das ferramentas disponíveis ao assistente e o tratamento da saída antes de ela chegar ao segurado.
- Resultado
Um documento carregado na base conseguia alterar o comportamento do assistente para conversas seguintes, e uma das ferramentas tinha permissão de escrita sem necessidade. Reduzimos a permissão ao mínimo, separamos conteúdo de instrução e passamos a validar a saída, o que fechou os dois caminhos.
COMO CONDUZIMOS
Escolher a régua, verificar, corrigir e medir o processo
A régua é escolhida antes do teste, e por escrito. Sem nível de ASVS declarado e sem escopo fechado, o relatório vira uma lista de achados soltos, que agrada na apresentação e não permite dizer se a aplicação atende ou não atende.
- 01
Escopo e escolha da régua
Levantamos o que existe de aplicação, API, aplicativo móvel e componente de IA generativa, com dono definido para cada item. A partir daí escolhemos as listas aplicáveis a cada ativo e o nível de ASVS alvo, junto com quem responde pelo produto.
Inventário de aplicações, APIs e aplicativos, com dono por item
Referência aplicável definida por ativo, do Top 10 web ao de modelo de linguagem
Nível de ASVS alvo acordado com o time de produto
Regras de engajamento, ambiente e janela de teste por escrito
Marco de entregaEscopo e nível de ASVS aprovados antes de qualquer teste começar.
- 02
Verificação contra o ASVS e busca contra o Top 10
As duas atividades convivem e cumprem papéis diferentes. O Top 10 orienta a busca pelo que costuma quebrar primeiro, e o ASVS entrega o veredito requisito a requisito. Trabalhamos com acesso a documentação e a código sempre que possível, porque é a forma recomendada pelo próprio padrão e é a única que alcança autorização e regra de negócio.
Veredito por requisito, com evidência anexada
Achados priorizados por risco real, com caminho de exploração descrito
Requisitos não aplicáveis identificados, com a justificativa de cada um
Relatório executivo separado do relatório técnico
Marco de entregaRelatório entregue com escopo, nível e todos os requisitos verificados declarados.
- 03
Correção com o time e requisito no contrato
Sentamos com quem desenvolve para transformar achado em tarefa com responsável e data. Onde o desenvolvimento é terceirizado, o mesmo conteúdo vira texto de requisito para o contrato, com o nível de ASVS declarado e a evidência exigida por item, para a próxima entrega já nascer dentro da régua.
Plano de correção com responsável e data por achado
Texto de requisito de segurança para o contrato com o fornecedor
Critério de aceite ligado a requisito verificável
Reteste dos itens fechados, com evidência do antes e do depois
Marco de entregaAchados de maior risco corrigidos e confirmados em reteste.
- 04
Medição do processo com o SAMM e rotina
Teste mede o produto num instante, e o SAMM mede o processo que produz esse produto. Avaliamos as quinze práticas nas cinco funções de negócio, definimos o nível alvo de cada uma com a liderança de tecnologia e combinamos a cadência de verificação que sustenta o resultado ao longo do tempo.
Medição SAMM por prática, com nível atual e nível alvo
Plano de evolução do processo, priorizado pelo que trava mais entrega
Verificação integrada ao pipeline, no que couber automatizar
Rotina de reteste e de revisão de escopo definida, com quem faz e quando
Marco de entregaNível atual e alvo definidos por prática, com plano aprovado pela liderança de tecnologia.
QUANTO TEMPO LEVA
Depende de quantas superfícies existem e de qual nível é o alvo
Não publicamos prazo padrão, porque prazo publicado vira promessa. O que move o relógio aqui é quase sempre o escopo real, que costuma ser maior do que o pedido inicial descreve. Estes são os três fatores que mais pesam, e a primeira conversa já mostra em qual deles a sua empresa está.
Quantas aplicações, e quantas portas cada uma abre
Uma aplicação web com uma API e um aplicativo móvel somam três superfícies distintas de teste. Integração com terceiro, área autenticada com perfis diferentes e componente de IA generativa acrescentam caminhos que precisam ser percorridos com credenciais distintas para revelar problema de autorização.
Qual nível de ASVS é o alvo
O nível 1 é o primeiro passo e fecha a camada mais básica de defesa. O nível 2 é o que a maior parte das aplicações de negócio deveria buscar, e o nível 3 é para o que carrega risco alto. Quanto mais alto o nível, mais o trabalho depende de acesso a código, a documentação e às pessoas que desenvolveram.
Quem desenvolve, e se dá para retestar
Com time interno, correção e reteste andam no ritmo da agenda dele. Com fábrica de software, a correção depende de contrato, e às vezes a mudança contratual é o passo mais demorado do projeto inteiro. Essa conversa começa cedo, junto com a definição do nível alvo.
PERGUNTAS FREQUENTES
O que perguntam antes de decidir
As dúvidas que aparecem em quase toda primeira reunião, respondidas sem rodeio.
A pergunta aparece bastante e a resposta ajuda a economizar dinheiro. A fundação não certifica fornecedor, verificador nem software, e diz isso no próprio texto do ASVS, o padrão de verificação de segurança de aplicação. Ela vai além e recomenda cautela com selo de terceiro que se apresente como certificação OWASP oficial, porque isso existe no mercado e não tem respaldo. O que o material do OWASP entrega é melhor para o seu caso do que um selo: uma régua pública que o seu cliente e o seu pentester reconhecem, com veredito requisito a requisito. E quando a exigência for mesmo um documento emitido por organismo acreditado, quem responde é a ISO 27001 ou o SOC 2.
O Top 10 é um documento de conscientização: lista as dez categorias de risco mais críticas para orientar prioridade e conversa. Ele não foi escrito para servir de plano de teste, e a própria fundação diz isso. O ASVS é a lista de requisitos, com veredito de passa ou não passa em cada item e três níveis de exigência. Na prática, o Top 10 explica por que testar e o ASVS define o que precisa estar atendido para alguém afirmar que a aplicação foi verificada.
Um relatório de verificação com escopo declarado, nível de ASVS pretendido, resultado por requisito e evidência anexada, incluindo os requisitos que não se aplicam ao seu produto e a justificativa. Vale conferir o que o cliente pediu de fato: quase sempre ele quer saber se você testa aplicação com método e se corrige o que encontra. Relatório com escopo escrito responde isso melhor do que resposta de memória, e serve igual para o próximo cliente que perguntar.
O material é público e gratuito mesmo, e recomendamos baixar. O texto sai de graça. Custa percorrer cerca de 350 requisitos contra a sua aplicação sem se enganar, e autoavaliação é onde isso quebra: quem escreveu o código conhece a intenção do controle e para de enxergar a lacuna. Custa também testar autorização com credenciais de perfis diferentes, que é onde mora a categoria número um da lista, e fazer isso enquanto o time entrega roadmap. Se a sua empresa tem folga de gente para isso, faça, e conte conosco só na verificação.
Cobre uma parte, e a parte mais mecânica. Ferramentas de análise estática e dinâmica bem configuradas encontram falha de codificação e de configuração, e valem o investimento no pipeline. O texto do ASVS é direto ao dizer que rodar ferramenta de prateleira não equivale a verificação: controle de acesso, regra de negócio e uso indevido de função exigem alguém que entenda o que a aplicação deveria permitir. Automação sem ajuste ainda produz ruído suficiente para esconder o achado que importa.
Cobre a aplicação em volta, que continua tendo autenticação, autorização, registro e configuração para verificar. O comportamento do modelo fica fora, e é o que o Top 10 para aplicações com modelo de linguagem organiza, na edição 2025: injeção de prompt, vazamento de informação sensível, envenenamento de dado e de modelo, tratamento inadequado da saída, agência excessiva de ferramenta e consumo ilimitado, entre outros. Em produto com IA generativa, os dois escopos precisam existir.
O teste mede o produto num instante. O SAMM mede o processo que produz o produto, em cinco funções de negócio e quinze práticas, com três níveis de maturidade em cada. Ele responde por que a mesma classe de falha voltou no trimestre seguinte, o que costuma ter causa em modelagem de ameaça ausente, treinamento inexistente ou revisão de código sem critério de segurança. Empresa que testa bem e não mede o processo repete o mesmo relatório todo ano.
Comece definindo contra qual régua a sua aplicação vai ser medida
Com escopo e nível de ASVS declarados, o relatório passa a dizer se a aplicação atende, e propostas de fornecedores diferentes passam a ser comparáveis. Serve tanto para quem precisa responder a um cliente quanto para quem vai colocar o requisito no contrato da próxima entrega.
Comparativos sobre este assunto
Ver os 13 comparativosFontes e referências
- OWASP Top 10
OWASP Foundation · edição 2025, primeira revisão desde 2021 · consultado em
- Application Security Verification Standard
OWASP Foundation · ASVS 5.0 · consultado em
- Penetration Testing Execution Standard
PTES · versão 1.0; a edição mais recente do wiki é de dezembro de 2015 · consultado em
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- Revisado em
- Revisão editorial
- DM11 Consultoria em Segurança da Informação Ltda
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